Arquivo | fevereiro, 2012

Vou te deixar (morrer de novo)

2 fev

Algum dia você vai se perguntar “Por que ainda estou aqui? Que que tô fazendo aqui?”, um tanto quanto parecida com a crise existencial de “Quem eu sou?”. Algum dia alguém vai entrar na sua vida, sem pedir licença e fazer dela o inferno. Você vai chorar, vai querer morrer, vai ameçar a matar, vai enlouquecer. Fico me questionando até onde o acaso existe. Porque se nada acontece por acaso, como foi que eu te conheci, se não por acaso?

Não importa quanto tempo a gente fique sem se ver, eu sei que quando a gente se encontrar você vai me dar aquele abraço que me sufoca. O melhor abraço do mundo, aquele que só você sabe dar.” – Tatuei essas suas palavras sobre mim na minha mente, lembro da minha cara quando eu a ouvi, ironicamente, durante um de nossos abraços.  Abraçar é uma das melhores coisas do mundo. Todo aquele envolvimento entre corpos e braços, aquela força que não machuca, é uma das minhas melhores curas. Você não é doce, nem amargo, você tem um gosto o qual minha língua não  identificou, você me olha de um jeito que o meu olhar já decorou.

Mas tenho que aceitar que nossos caminhos são diferentes, mas ainda posso lembrar que enquanto o nosso percurso foi o mesmo, foi como um entorpecente. Estava eu, dopada, falando o que sóbria jamais falaria. Estava eu, apaixonada, acreditando que tu ficaria. Estou eu, atordoada, procurando uma saída. E se eu tivesse te pedido pra mudar o caminho e seguir pro meu? Mudaria alguma coisa ou ainda assim não era meu? Pelo menos a Lua que nos cobre é a mesma. Deixe estar. Enquanto o mundo grita lá fora, aqui dentro permanece o silêncio. Meu maior medo é saber que tu não tinhas medo. Como assim? Nada te atinge? Nada te agride? Nada te arrepia? Como assim? Anotei teu endereço, mas me perco todos os dias.

Eu não posso dizer que perdemos tudo, se não tivemos nada. Eu não posso lamentar nenhum segundo, se isso foi uma história mal contada. Ele é um estranho, ele mal se conhece. Ele invade os meus sonhos, já que o tirei da minha realidade. Ele atrapalha meu sono, ele não sabe da metade. Ele me pede respostas, eu só pergunto. Somos tão diferentes que chegamos a sermos iguais. Mas eu não quero, não mais. Ou quero não querer. Ora, tanto faz!

Eternamente é ter na mente.

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