Arquivo | agosto, 2013

Sem

22 ago

Eu senti. Eu sem ti.

Senti falta da rotina que acabamos de criar. Aquela rotina que só existe na minha cabeça, visto que pra mim, cada vírgula tua é um sinal. Uma pena que você não veja o meu sorriso de canto enquanto te leio. Uma pena que você seja o engano que eu tanto desejo.

Mas é uma pena leve. Leve e solta, que flutua no ar até cair no chão. É só mais uma entre as trocentas penas que já surgiram. Eu não conheço esse pássaro que resolveu pousar na minha janela, mas ele me atraiu de uma maneira que canto nenhum soube me prender.

E é um timbre leve, chega até dar sono. Então eu deito e perco o mesmo. Perdi mais uma vez. Perdi o controle. Perdi o juízo. Perdi a razão ao desencontrar você. Quando eu me olho no espelho, o rosto é o mesmo, mas não me reconheço. Você me mudou, mas não me calou.

Só não tenho coragem de te dizer. Mais uma vez, resolvi escrever.

A minha vida continua a mesma coisa. Acordar, trabalhar, estudar, deixar tudo terminar no ar. Logo eu, que detesto qualquer tipo de subjetividade. Pedi pra ser “sim” ou “não”, escolheu o “ou”.

Ou quem sabe outro dia, a rotina recomece. E quem sabe eu não fique mais criando uma expectativa e estragando tudo antes de começar. E quem sabe eu assuma a culpa, coloque-a no bolso e levo pra passear.

Ah, sobre essa bagunça que é a minha vida, não se preocupe, já estava assim antes de você chegar.

Meu bem, você é um porre que eu tomei e uma ressaca que nunca passou.