Arquivo | maio, 2015

Terminal

13 maio

Não era pra ser.

Porque se não houver reciprocidade, não quero que seja. E da minha parte não há.

O problema não é você, tampouco eu. Não quero um tempo ou qualquer coisa que você tenha visto em alguma novela. A cerveja tava boa e o papo também. Mas não foi dessa vez e não vai ser da próxima. Sua jaqueta ficou bem em mim e eu achava engraçado quando você aparecia na porta do meu trabalho, mas eu dispenso, se for o caso.

Sabe quando não rola? É mais ou menos isso. Não rolou. Ficamos parados no mesmo lugar. Ou talvez você tenha ficado parado no mesmo lugar enquanto eu prosseguia com a minha missão. Não vejo você do meu lado e isso não é um suspiro de saudade, pelo contrário, de maneira crua, nunca senti a falta tua.

Você vai dizer que eu sou insensível e uma vadia. Enquanto eu viro mais um shot de tequila. Mesmo assim você vai tentar me beijar e talvez eu te beije por beijar e isso é tão horrível. O beijo pelo beijo não deveria ser considerado beijo. Você entende? Que eu estava no piloto automático e só descobri agora?

É como se eu estivesse me forçando, “dessa vez vai”, eles disseram. Só que eu apenas não quero. Ponto. É tão estranho assim? Estou num momento meu, estou num momento de mim.

Esse momento não tem prazo de validade ao contrário da gente que já venceu.

Ou perdeu.

Entenda como quiser.

Uma noite passageira que entrou por engano no seu avião.

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